Retomâncias

sábado, 7 de março de 2009

Sento-me diante do espelho
Nada vejo
Somente o vazio eminente dos meus olhos
Mortos e vazios
Contemplo o belo acastanhar da minha menina
Ai meus olhos...

Como se não houvessem cílios
Sobrancelhas
Ou delineador líquido
Meu olho se abre uma fonte de água
Jorrando tristesa
Bela tristesa

Diante de mim o silêncio
Teria acabado a novidade?
Silêncio!
Como se minhas perguntas não tivessem respostas
E eu não soubesse responder às que me cutucam

Cutucam
Apontam e furam
Rasgam...
Qualquer coisa que eu possa pensar
Não faz sentido
Qualquer notícia ultrapassada
Opiniões inválidas, idéias impertinentes
Ser ultrajante que se revela
Diante do meu espelho...

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